... descer das nuvens e viver com os pés bem assentes no ar!

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Out 10

Lembras-te?

Eu sei que não, possivelmente não.

Sei das páginas amarrotadas de um jornal de um outro dia qualquer,

Sei da sombra variável dos nossos corpos ao sol,

Sei o que foi, quando foi, onde foi, e, no entanto,

O que mais me dói,

É o que não fomos, onde não estivemos,

O que não demos, e o que não entendemos,

Quando a hora de receber chegou.

Sei do vento contra o meu corpo desprotegido,

Sei da página de jornal que em vão

Tentou abraçar-me, como se todo o mundo, o peso de todo o mundo,

O tentasse fazer.

Sei do calor que não senti e do toque que me faltou,

Sei de ti não te vendo,

Sei de ti não te sentindo…

Lembras-te?

Ou apagaste no tempo os dias em que vivi?

Sou incompleto em mim; Falta o que de mim tiraste,

Falta-me o que de ti levaste.

publicado por teatrodosonho às 13:45
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