... descer das nuvens e viver com os pés bem assentes no ar!

16
Mai 12

Desenhei com os dedos
O mapa dos sinais do teu corpo
Sonhando como no tempo em que as nossas peles se fundiriam numa só
E isso basta para partir com a luz dos teus olhos nos meus.
Sei que um dia irei sentir o doce sabor dos teus lábios
E a brisa dos teus cabelos soltos em mim.

Não sei que dia viverei amanhã
Mas quero em mim a tentação
De não querer resistir, de não querer lutar contra
De ser absorvido pelo encanto do teu olhar.
Não procurei e fui achado; não avancei e fui
Conquistado; sonhei beijar e o beijo foi-me dado.

Houve um tempo
Em que te vi como uma névoa – perfeita, mas irreal –
Quis sorrir, quis olhar tocar cumprimentar
- Olá!.. tudo bem? Como estás? –
As palavras colavam-se na boca e o meu olhar caía…
Fazia sentido, na ordem
Natural do meu mundo degenerativo.

Independentemente de tudo
Os meus olhos já estavam fixados nos teus
E a cada momento ansiava poder repetir
Poder entender se seria real o sabor dos teus lábios
Se não fora delírio, ilusão, os meus desejos mais íntimos
Finalmente revelados.
E tu ali estavas – um beijo e um sorriso –
E todas as minhas defesas ruíram por terra.
Quis sorrir e chorar ao mesmo tempo.
Tocar-te levemente no braço
E poder transformar em palavras
A imensidão das coisas que me fizeras sentir.
Abrir-te as portas daquilo que te queria dar,
Do que gostava de receber.
- Como se tudo à nossa volta estivesse congelado, perdido no tempo –

O tempo, felizmente, fez-me recordar que o prazer de se gostar
Vem a cada segundo que passa,
Vem na espera de se querer estar com aquela pessoa,
Querer sentir novamente um arrepio na coluna
E ser idiota até,
Rir a bandeiras despregadas de felicidade que transborda
Por todos os poros,
Em cada beijo, em cada olhar,
 A cada instante.


A presença dos raios de sol que rompiam por entre as frestas da persiana fê-lo aperceber-se do tempo que passara, entretanto. Um súbito cansaço tombou a caneta que segurara horas a fio entre os dedos, muito antes de ter acabado tudo o que sentia não ter começado, sequer, por ter ficado tanto por dizer. O que estava feito, feito estava, e de nada valia sonhar com a possibilidade de todas as minhas palavras serem da medida exacta do que sentia.

Amanhã será outro dia
E nesse dia verei dois olhos que me dão vida
E a vida que nascerá em mim dará sentido ao dia
E os meus lábios serão o reflexo dessa vida
- Sorriso para enfrentar o mundo –
Hoje posso sonhar finalmente, blue eyes
Hoje, tu és o meu sonho
Amanhã, o meu presente.

 

publicado por teatrodosonho às 23:54
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