Da sua boca,
não mais que fétidas verbalizações
de um fétido pensamento:
Ouso ousar mais do que sempre me permitiu
a vontade
mas mais que vontade preferia o não saber,
o desconhecer a possibilidade de algum dia
ter conhecido a forma do pensamento
que de mim detinhas.
Hoje
apenas te posso dizer
que sou contra não o que de mim pensas
mas o que de ti fazes
Nunca foi por mim
mas tão somente por te quereres
superiorizar onde nada disso havia
onde nunca tal teve importancia.
E de que te valeu?
Hoje ficamos páginas amarrotadas
hoje somos o fel que nos deixa
o trago amargo do ódio
que corre nos lábios
que inunda o coração.
Que somos, quem somos, que
é desse ar puro que sorvemos
em límpidas manhãs?