... descer das nuvens e viver com os pés bem assentes no ar!

28
Set 11

Da sua boca,

não mais que fétidas verbalizações

de um fétido pensamento:

 

Ouso ousar mais do que sempre me permitiu

a vontade

mas mais que vontade preferia o não saber,

o desconhecer a possibilidade de algum dia

ter conhecido a forma do pensamento

que de mim detinhas.

 

Hoje

apenas te posso dizer

que sou contra não o que de mim pensas

mas o que de ti fazes

 

Nunca foi por mim

mas tão somente por te quereres

superiorizar onde nada disso havia

onde nunca tal teve importancia.

 

E de que te valeu?

 

Hoje ficamos páginas amarrotadas

hoje somos o fel que nos deixa

o trago amargo do ódio

que corre nos lábios

que inunda o coração.

 

Que somos, quem somos, que

é desse ar puro que sorvemos

em límpidas manhãs?

publicado por teatrodosonho às 23:27

2 comentários:
Forte a tua forma de escrever. Mais um maravilhoso poema. Gostei imenso. Bfsemana
Fátima Soares a 22 de Outubro de 2011 às 15:03

Obrigada :-)
teatrodosonho a 23 de Outubro de 2011 às 19:23

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Está lindo o teu poema gostei imenso, a serio. Pas...
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