... descer das nuvens e viver com os pés bem assentes no ar!

28
Set 11

Da sua boca,

não mais que fétidas verbalizações

de um fétido pensamento:

 

Ouso ousar mais do que sempre me permitiu

a vontade

mas mais que vontade preferia o não saber,

o desconhecer a possibilidade de algum dia

ter conhecido a forma do pensamento

que de mim detinhas.

 

Hoje

apenas te posso dizer

que sou contra não o que de mim pensas

mas o que de ti fazes

 

Nunca foi por mim

mas tão somente por te quereres

superiorizar onde nada disso havia

onde nunca tal teve importancia.

 

E de que te valeu?

 

Hoje ficamos páginas amarrotadas

hoje somos o fel que nos deixa

o trago amargo do ódio

que corre nos lábios

que inunda o coração.

 

Que somos, quem somos, que

é desse ar puro que sorvemos

em límpidas manhãs?

publicado por teatrodosonho às 23:27

22
Set 11

Hoje tenho mais uma palavra;

palavra sonho, palavra sede

palavra de esperança constante.

Hoje foi apenas um dia,

somente mais um dia. Nada

que tenha mudado esse pretérito

para uma memória diária, uma lembrança

que predurasse na mente.

Mas ainda assim, de hoje ficou uma palavra:

uso a saudade e abuso dela

por não ter outra opção. A distancia

impera sobre a vontade. Mas ainda assim

resta a esperança

do dia solarengo em que sonhei poder

encontrar-te um dia.

Amanhã será o dia, e se amanhã não for

ainda assim,

esse dia chegará!

Saudade

publicado por teatrodosonho às 21:27
música: Saudade - Cesária Evora
sinto-me: com saudades tuas priminha

21
Set 11

Que interessa ao vento voar

ou à inerte montanha permanecer ali?

 

Sei que amanhã terei a possibilidade de acordar novamente, se esta me não for negada. Sei já qual será o meu pequeno-almoço, se não me esquecer do leite a ferver. Sei de côr o caminho por onde seguirei se outra opção não tomar. Sei coisas que não julgo saber, sei de mim louco embora nunca me tenha visto como tal e me repugne a vista estar perto dela. Sei do que gosto, de quem gosto e de quando gosto. E sei também que por vezes deixo de querer o que outrora gostei. Queria morrer nos teus braços esta noite, meu amor, para poder acordar amanhã sozinho. Quero para mim o mundo para depois o libertar, como uma borboleta que se desprende dos dedos que gentilmente a prendiam. Quero ser as grades que me prendem para descobrir em mim as chaves que delas me libertam.

 

O passado já passou, a minha vida está a passar

e nem o vento nem a montanha desviarão os seus caminhos

por vontade minha

porque a minha vontade é todo o mundo

porque todo o mundo é livre

e eu, livre, sou todo o mundo.

 

publicado por teatrodosonho às 01:12
sinto-me: clown in tears
música: Bobby McFerrin - Don't Worry Be Happy

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